Transição de carreira: 6 coisas que você precisa saber para não se dar mal

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Você está sentada na cadeira do seu trabalho, fazendo suas tarefas diárias e acha sempre isso uma chatice, mas continua ali porque não sabe o que fazer ou para onde ir? Às vezes, você apenas não escolheu a área que tem mais a ver com você ou ela deixou de fazer sentido. Já pensou em algum momento fazer uma transição de carreira? Não é fácil, nem rápido, mas é uma escolha que pode te fazer feliz. Entretanto, há alguns pontos para se atentar nessa hora para não se dar mal.

O significado de uma transição de carreira, ou mudança de área profissional, é muito particular, pois só você sabe o quão libertador ou desafiador, ou arriscada é a sua mudança. Hoje você pode ter tudo na área que está, mas não é feliz com ela. Amanhã, com a mudança, pode ficar sem nada e desamparada, como também pode ser uma experiência diferente do que você imaginava e se arrepender. “Uma transição bem feita e planejada, significa ter consciência sobre o que você espera e o que significa essa mudança pra você”, complementa a coach Natália Folco.

Existem alguns pontos importantes que devem ser refletidos antes de pensar em transição de carreira. Confira:

1) CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS

Tem pessoas que lidam bem com variações de receitas, rotinas, ambientes, etc. Outras pessoas preferem se sentir em ambientes conhecidos ou ter uma visão bem clara do caminho que está tomando. Isso influenciará em qual carreira ou direção você está indo. O quanto você conhece do mercado, do dia a dia, das rotinas e necessidades que envolvem essa nova profissão ou área? O quanto isso ‘combina’ com a sua personalidade? Isso é fundamental para não gerar frustrações ou estresse intenso. Além disso, o entendimento dessas características auxilia no planejamento desta transição, o tempo que ela durará, a intensidade, entre outros aspectos.

2) CONSCIÊNCIA FINANCEIRA

Essa etapa é muito importante para mensurar o fôlego que você tem pra atravessar essa jornada desafiadora, e ao mesmo tempo transformadora. Deve-se refletir como é o mercado que você está migrando. Quais são as diferenças de recebimento do produto ou serviço que você irá prestar? Existem variações de lucratividade? Ou seja, o que pode fazer com que você ganhe mais ou menos dinheiro que na área atual? Existe previsibilidade financeira nesta nova área, ou modelo?

Ou seja, você consegue saber o quanto irá receber no mês seguinte? O quanto você precisa faturar por mês para igualar seu modelo atual (meta de vendas, ou de entrega, ou de prestação de serviços, bônus, etc). Pare para pensar e analisar todos estes itens antes de qualquer coisa, mas entenda também que dependendo da sua confiança interna, característica individual e os pés no chão, você pode topar uma transição com menos respostas bem definidas.

3) PERDAS E GANHOS

O que você irá ganhar com essa transição de carreira? O que irá perder? Quando falamos em perdas e ganhos, não estamos falando apenas da questão financeira, mas também emocionalmente, mentalmente, financeiramente, como será a qualidade de vida, etc. Depois de pensar em todas essas questões, responda a seguinte pergunta: Qual é o real motivo dessa mudança? O que está te impulsionando à isso?

4) EXPERIÊNCIA

Quando falamos de transição de carreira, é importante avaliar sobre a nova área escolhida. O quanto você já conhece esse novo mundo, ou o quanto já é um universo seguro e conhecido para você? As demandas do mercado, de experiência, certificações, legislação, cursos, etc. Você sabe quem são os principais profissionais desse mercado? Já acompanha de alguma forma e sabe a quem se inspirar? Faça o seu Benchmarking.

5) APOIO DE FAMILIARES E AMIGOS

Não negamos que que este apoio seja importante para que o processo todo se dê de uma forma mais amena e confortável. Mas, na maioria das vezes, você não terá o apoio que “espera”, portanto, não alimente expectativas com relação ao apoio das pessoas mais importantes para você, pois nem sempre elas irão entender ou apoiar, por medo de você se frustrar, ou não sustentar, ou passar “perrengues”. O que irá superar essa falta de apoio, será a sua vontade e a motivação (motivo principal) para esta mudança. Não alimente sentimentos de aprovação ou “vingancinha” por não ter este apoio inicial, isso faz parte e tem um fundo positivo.

6) IDENTIDADE

Um dos principais desafios de quem está em uma área na qual a identidade é bem determinada, é justamente transformar ela, caso você esteja realmente na mudança de área profissional.

Exemplo: Para uma médica deixar de ser médica, é bem mais difícil do que um administrador fazer outra atividade. Isso acontece porque a identificação com a profissão tem características bem mais definidas.

A identidade também pode ser aumentada pelo quanto de esforço você já realizou para a profissão atual (faculdade, pós-graduação, estudos, certificações, etc). Em algum lugar de nós é como se você estivesse deixando tudo isso para trás. Mas acredite, você trará toda essa bagagem e experiência de vida e de profissão junto contigo, nada disso será desperdiçado.

Outro ponto importante é se você já é reconhecido(a) na área em que está trabalhando atualmente, o que também significa que você pode ser reconhecido(a) na próxima área que escolher, sendo um sinônimo de que você sabe trabalhar bem e sabe trazer resultados.

Tá na dúvida ainda e precisa daquele braço para te ajudar na decisão? A coach profissional Natália Folco pode te ajudar nessa caminhada, te auxiliando a abrir novos olhares e horizontes para transição de carreira. Entre já em contato!