Mulheres empreendedoras: entenda por que elas são líderes mais eficientes

Mulheres empreendedoras: entenda por que elas são líderes mais eficientes

No primeiro semestre deste ano, a consultoria de desenvolvimento de liderança Zenger/Folkman divulgou uma pesquisa que aponta uma ótima notícia para o mundo mundo empresarial: as mulheres empreendedoras são líderes mais eficientes que os homens. O resultado confirma a pesquisa anterior, realizada em 2012, que chegou ao mesmo resultado. 

A pesquisa apresentou várias competências para os entrevistados e, em 84% delas, as mulheres obtiveram mais pontuações do que os homens. Considerando o preconceito do mercado de trabalho com fatores como possibilidade de engravidar e outras demonstrações preconceituosas e sexistas, a grande representatividade por anos consecutivos mostra o caminho para a igualdade de gênero no mundo corporativo.

5 motivos para mulheres empreendedoras serem líderes melhores

Tanto em 2012 quanto em 2019, os líderes se destacaram nos quesitos “desenvolvimento de perspectiva estratégica” e “especialização técnica ou profissional”. Já as mulheres se destacam pela maioria dos outros fatores, os quais listamos alguns abaixo. Confira!

1. Tomar iniciativa

Para a maioria dos entrevistados, as mulheres possuem a característica de tomarem a iniciativa com mais facilidade do que os homens. Isso não significa tomar todo o trabalho para si - muito pelo contrário. Isso prova a habilidade de saber delegar tarefas e se incluir nas demandas do dia a dia, contribuindo para o bom funcionamento do negócio.

2. Resiliência

Outra característica que destaca a mulher como líder de sucesso é a resiliência. Tal habilidade é necessária para que todas as outras características também sejam aprimoradas: não há boa separação de tarefas sem resiliência, por exemplo. Segundo os entrevistados, elas sabem se adaptar às mais diversas situações, tirando o melhor proveito da situação, até mesmo em momentos de crise.

3. Autodesenvolvimento

Chefes que investem em autoconhecimento e autodesenvolvimento são chefes mais preparados. E as mulheres empreendedoras buscam essa habilidade. Quando estamos em constante evolução, aprendemos a transformar o nosso ambiente pessoal e profissional.

4. Foco nos resultados

Enquanto os homens buscam mais o retorno financeiro, as mulheres líderes estão mais preocupadas com o resultado final, financeiro ou não. E isso faz toda a diferença para a estruturação da rotina de trabalho, o que impacta diretamente na produtividade do funcionário. 

5. Integridade e honestidade

Segundo a pesquisa, o índice de falta de honestidade entre os homens foi superior ao da mulher. Isso é reflexo dos quatro aspectos apresentados acima. Focando em resultados não necessariamente monetários, investindo em autodesenvolvimento e resiliência, dificilmente haverá a necessidade de faltar com integridade ou honestidade.

Nível de confiança

Quando as próprias mulheres se autoavaliaram na pesquisa, os resultados foram diferentes. Segundo o levantamento, as profissionais com menos de 25 anos apresentaram índices de confiança abaixo dos computados pelos homens. O nível de confiança dos dois sexos só se iguala aos 40 anos da mulher. Já aos 60, elas se sentem mais confiantes do que os homens, que começam a apresentar quedas em tal índice. 

É preocupante o baixo índice de confiança das mulheres mais jovens, o que repercute na crença de que, de alguma forma, elas são incapazes profissionalmente.  A autocrítica em excesso dá margem à síndrome do impostor, que pode desencadear consequências nefastas para a carreira da mulher empreendedora ou líder. Nós já escrevemos um artigo sobre o tema, e se você quiser conhecer mais sobre o assunto, é só clicar aqui.

Oportunidades

A pesquisa da  Zenger/Folkman confirma as observações de 2012 de que as mulheres são líderes altamente competentes, com a mesma capacidade intelectual e administrativa que os homens - senão maior. O que ainda acontece, entretanto, não é a falta de capacidade feminina, mas sim as poucas oportunidades dadas a esse público. 

É de necessidade urgente, então, que as empresas revisem o processo de contratação de pessoas em cargo de liderança, incentivando a participação feminina num ambiente majoritariamente masculino. Outra necessidade é que as mulheres se preparem profissionalmente e emocionalmente para as adversidades que o ambiente corporativo pode apresentar. Uma das melhores formas de fazer isso é investindo no autodesenvolvimento como em um processo de coaching. A coach de empreendedoras e liderança Natália Folco é especializada em identificar seus pontos fortes e elencar os aspectos que precisam de aprimoramentos, traçando uma linha de trabalho exclusiva para cada caso. 

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