Estagnação no trabalho: o que fazer quando nos sentimos desmotivados?

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Tudo na nossa vida é uma completa mudança. Desde que nascemos, estamos em constante transformação, não só física, mas mental, emocional e profissional. Exatamente por isso precisamos ficar alertas quando começamos a nos sentir estagnadas no trabalho: pode até ser gostoso, num primeiro momento, sentirmos que estamos em nossa zona de conforto. Mas com o tempo os efeitos tornam-se perigosos.

Isso porque, por mais que não percebemos, estamos sempre em constante movimento e aprendizagem. Quando nos percebemos autoconfiantes demais, a falta de desafio aos poucos nos desmotiva e, sem que percebemos já nos sentimos desmotivadas - e os efeitos de tal situação podem ser graves, passando desde a insatisfação do ato de trabalhar até mesmo podendo resultar em demissão ou perda de resultados financeiros, no caso de trabalhos comissionados.

Quais os sinais de que estou passando por uma fase de estagnação no trabalho?

Ainda que a estagnação profissional apareça aos poucos, diversos fatos aparecem para nos alertar de que estamos entrando nessa situação. Veja abaixo os sinais mais comuns:

  • Perda de perspectiva profissional

Uma boa profissional não é apenas o que ela faz no trabalho, mas o preparo constante que exercita fora dele. Em outras palavras, cursos de extensão e aperfeiçoamento acadêmico no ramo do trabalho, por exemplo, são fatores que, quando deixados de lado, nos passam a sensação de que já “sabemos de tudo”, diminuindo nossa visão profissional, reduzindo nossos desafios e nos fazendo cair na zona de conforto onde “tudo é fácil demais”, nos trazendo, assim, a sensação de estagnação, e restringindo a nossa visão de mundo.

  • Desmotivação na carreira

Cada caso é único, pois diversos motivos podem fazer nascer a desmotivação na carreira. Normalmente ela surge quando percebemos que não conseguimos dar todo o nosso potencial. Isso pode se dar por um líder relutante a novidades ou por genuína decepção com a carreira escolhida, ou até mesmo falta de autoconfiança. Aqui, vale ficar ligada para perceber qual a fonte da desmotivação, buscando ajuda de uma psicóloga.

  • Fofocas e críticas em excesso

Um ambiente de trabalho onde fofocas e críticas são constantes torna-se pesado e, com o tempo, insustentável. Aos poucos, passamos a não fazer nada além do necessário para evitar comentários negativos e fofocas. Assim, na tentativa de nos proteger, acabamos nos prendendo num ciclo que nunca se renova ou melhora, nos estagnando.

  • Tradicionalismo extremo

Como tudo na vida está em constante modificação, o ambiente de trabalho também deve ser uma metamorfose. Imagine uma redação jornalística, por exemplo, sem internet. Como uma jornalista não se sentiria estagnada trabalhando num ambiente que não a deixa explorar todo o potencial que surge com o avanço tecnológico?

  • Não usar todo o seu potencial

É comum nos sentirmos estagnadas quando sentimos que não estamos usando habilidades e capacidades que podemos usar. Esse é um dos motivos mais comuns, mas também essa sensação pode ser muito subjetiva, isso significa que às vezes é uma sensação de que podemos fazer mais, mesmo não sabendo exatamente o que seria esse “algo a mais”.

O que fazer para mudar de situação

Se você se identificou com alguma das situações acima, não se desespere. Isso não significa que você está presa num ciclo de insatisfação e estagnação profissional sem alternativa. De fato, existem algumas atitudes que você pode tomar para se tornar mais motivada e manter sua evolução profissional:

  • Organize-se!

Tudo começa com a organização, tanto pessoal quanto profissional. Quando nos sentimos estagnadas, a primeira coisa que fazemos é largar mão da organização, já que tudo torna-se mecânico. Então crie cronogramas diários de metas a cumprir e lembre também de se automotivar sempre quando alcançar seus objetivos.  

  • Saia da rotina

A linha que separa a rotina automática da insatisfação profissional é muito tênue. Se você reparar que é justamente isso que causa sua estagnação, busque formas alternativas de resolver os problemas do dia a dia. Desde mudar o lugar em que se senta até criar novos fluxos de trabalho, fazer exercícios, ir a lugares diferentes,  tudo nessa etapa é válido para criar uma rotina menos automática e mais humana.

  • Esqueça os comentários

Tente se manter o mais longe possível das fofocas e dos comentários maldosos, caso eles existam no seu ambiente de trabalho. Se você se organizar e criar sua própria rotina, provavelmente não terá tempo para se sentir atingida por críticas sem fundamento. 

  • Considere a mudança de profissão ou trabalho

Se nada até agora consegue te ajudar, então considere uma mudança mais profunda de profissão ou trabalho. Claro, nada deve ser feito de forma impulsiva e sem planejamento. De fato, tal mudança, por mais positiva que possa ser, requer muita organização, planejamento e antecedência. Nós já fizemos um texto sobre mudança de carreira aqui no blog, e você pode conferir clicando aqui!


Você também pode marcar uma consulta com a coach profissional Natália Folco para te ajudar a identificar todos os sinais de estagnação no trabalho e, em parceria com a coach, traçar um plano personalizado para ativar todo o potencial que há em você!