Entenda o que é a síndrome do impostor e veja 3 dicas para superá-la

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Você já se sentiu, com certa frequência, não pertencente, incapaz ou não merecedora no ambiente de trabalho? Esse não é um tipo de pensamento incomum, e tem até um nome: a síndrome do impostor. Caracterizada na maioria dos casos como baixa auto estima profissional, a síndrome atinge, em diferentes graus, pelo menos 70% dos profissionais bem sucedidos - principalmente as mulheres. O dado é do estudo de Gail Matthews, da Universidade Dominicana da Califórnia.

A síndrome do impostor normalmente vem associada à sensação de que você não é capaz ou digna dos feitos de sua carreira, os atribuindo normalmente à sorte ou oportunidades externas. Isso faz com que a pessoa viva sob constante medo de descobrirem sua suposta incapacidade e que os méritos atribuídos a si, na verdade, não são merecidos. 

O cenário mais comum no qual a síndrome do impostor se manifesta são em momentos de maior insegurança. Normalmente situações assim estão atreladas à mudança de trabalho ou demais alterações às quais não temos controle e nos faz sentir expostas. Daí, a necessidade de se isolar e as dúvidas acerca da própria capacidade.

Quais os sinais de que posso estar passando pela síndrome do impostor?

A síndrome do impostor aparece silenciosamente, mas não sem deixar rastros. Diversos padrões de comportamentos que tentam ocultar alguma “incapacidade”, normalmente configurados como indicadores da síndrome, acabam surgindo, e você pode identificá-los a tempo. Veja alguns deles abaixo:

1. Interesse exagerado (Workaholic)

A principal atitude da pessoa com síndrome do impostor é tentar esconder sua suposta incapacidade. E uma ótima maneira de camuflar essa sensação é sendo um workaholic. Quanto mais atividades você se compromete a fazer, e a fazer bem feito, menores as chances de alguém te julgar por ser incapaz.

2. Menor interesse (ou zona de conforto)

É o sintoma diametralmente oposto ao anterior. Ainda assim, também funciona como um forma de evitar expor “incapacidades” que você acredita ter. Aqui, porém, você sente e sabe que pode ir além e fazer mais. Ainda assim, prefere não arriscar para não falhar. Logo, ficar na zona segura, de conforto, é uma saída para encobrir falhas. Pode vir acompanhado a justificativas de timidez o fato de não se expor. 

3. Discrição em excesso

Independente do cargo ou da empresa, a pessoa com síndrome do impostor vai fazer de tudo para passar despercebida. Assim, busca empregos onde possa passar despercebida da vista dos chefes, que possa trabalhar a maior parte do tempo de maneira autônoma e independente, a fim de não correr riscos de se expor.

4. O carisma como arma

Quem sofre de síndrome do impostor normalmente não acredita em seu potencial. Logo, quando a pessoa não consegue pensar de outra forma, acaba usando de artifícios sociais para atingir seus objetivos profissionais. Isso significa não falar de forma mais aprofundada sobre temas mais técnicos ou relacionados ao trabalho, com medo de ser “pega” na sua “incompetência”. 

5. Autossabotagem

O pico da síndrome do impostor é a autossabotagem. Neste estado, a pessoa se sente tão ansiosa que passa a assumir uma postura de autossabotagem constante: atrasos no emprego, procrastinação, despreparo em reuniões e apresentações e várias outras atitudes maléficas. 

Como mudar esse quadro?

Se você se identificou com alguma das características acima, o primeiro passo para mudar o quadro da síndrome do impostor é reconhecer a existência dela e falar sobre, além de livrar-se de culpa. Mais do que tudo, é necessário compreender que você não é mais fraca por se sentir assim. Grandes atrizes, como Emma Watson, da saga Harry Potter, Beyoncé, Jennifer Lopez, e Kate Winslet, de Titanic, já fizeram declarações públicas de como se sentiam incapazes em alguns momentos da carreira. Se espelhar nesses exemplos, entender que a maioria das ações são inconscientes, ou seja, não estão sendo feitas e “pensadas” de propósito e reconhecer que existe uma saída é, então, primordial.

Compreendida a situação, é hora de aprimorar sua autoconfiança, reconhecendo que suas competências e habilidades a levaram onde está, e não a sorte por si só. Grande parte dos sintomas da síndrome do impostor são atenuados e somem quando você conseguir reconhecer os méritos próprios sem medo de críticas e fofocas.

Por fim, é preciso aprimorar o autoconhecimento para compreender que todos estão sujeitos a falhas, inclusive você mesma. Aceitar que você é passível de erros torna possíveis deslizes mais fáceis de lidar. Não comparar o seu trabalho com o dos outros também é uma ação primordial para não ceder à tentação da autossabotagem.

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