Empreendedorismo feminino: amor ou necessidade?

Empreendedorismo feminino: amor ou necessidade?

O empreendedorismo feminino já é uma (ótima) realidade no mundo empresarial nos últimos anos. Segundo o Sebrae, até o ano passado, o índice de escolaridade das empreendedoras era 16% maior do que o dos homens. Além do mais, 45% dessas mulheres que têm o próprio negócio são chefes de família. Esses números só tendem a continuar crescendo, mostrando o impulso, ou até mesmo a paixão das mulheres pelo estudo, pela inovação, pelo ato de empreender e ocupar lugares de destaque, pelo empoderamento pessoal e profissional.

Mais do que apenas números na economia, a liderança feminina no cenário empreendedor configura-se como um ato político e social que denuncia as discrepâncias entre homens e mulheres no mercado de trabalho, buscando a igualdade de gêneros. Muitas mulheres buscam o empreendedorismo após a maternidade, pois o mercado de trabalho, estatisticamente, se fecha para as novas mães, 48% das mulheres são demitidas após licença maternidade em até 2 anos. Diversas portas de profissões e cargos, antes classificados como masculinos, estão sendo abertas e é importante que a mulher ocupe esses espaços, seja empreendendo sozinha ou já no mundo corporativo - até mesmo por que o empreendedorismo feminino abre as portas para o empoderamento econômico, o que nos leva a um mundo mais equilibrado e justo.

Barreiras a serem quebradas pelo empreendedorismo feminino

Nem tudo é fácil quando empreendemos, independente do gênero. Quando o fazemos, precisamos aprender a nos impor e a saber exatamente o que queremos - e esse processo pode ser mais complicado num mundo ainda sexista.  Isso não é motivo para desistir. Muito pelo contrário! “Aqui entram a visão de mundo, a resiliência e as crenças da empreendedora”, assinala a coach de empreendedores Natália Folco. Ela salienta que é importante perceber que dificuldades como o machismo vão existir, mas “se você sempre colocar isso como uma barreira ou desculpa para não continuar, vai acabar sendo uma barreira. É preciso se posicionar e se desafiar diante dessa adversidade, não ignorando a sua existência”.

Uma boa estratégia é ocupar o espaço que já pode (e deve) ser ocupado. Muitas outras empreendedoras já passaram por dificuldades para que hoje exista a consciência desse empoderamento. Então, é preciso sempre lembrar que o apoio é essencial. Assim, encontrar grupos de empreendedoras - seja no Whatsapp, Facebook ou pessoalmente - que passaram pelas mesmas situações permite uma troca de experiências promissora, pois o auxílio do próximo é muito importante para que possamos aprender a como nos impor, digerir e direcionar nossos projetos para além da barreira sexista: “mulheres que participam, criam e estão em contato fortalece - e muito - a consciência de classe, organização e empoderamento”.

Adaptando-se a ambientes masculinos 

Mas nem sempre a mulher estará sozinha. Ao encontrarmos gestoras, supervisoras, analistas e outras funções de liderança exercidas por mulheres em corporações dominadas por homens, sem representatividade de gênero, pode dificultar sua ascensão por algo chamado de viés inconsciente - basicamente, significa que semelhantes escolhem semelhantes para ocupar cargos, e dificilmente uma mulher será escolhida para subir para cargos maiores neste cenário. Também não podemos resumir toda sua competência ao lado “afetuoso e dócil” da gestão, pois isso pode acuar ou estigmatizar o trabalho da profissional, pois esse tipo de generalização não é correta, e é importante o trabalho de coaching de liderança feminina para que a mulher possa aprender a impor suas qualidades e características naturais enquanto profissional: “É preciso sempre valorizar aquilo que você tem de bom”, nos lembra Natália Folco “e ser reconhecida por isso”.

Para tanto, você pode lançar mão de algumas estratégias simples e eficazes, como sentar na melhor cadeira depois da pessoa que vai conduzir uma reunião, por exemplo. Ali você ganha visibilidade, representação, e estará em destaque para mostrar a toda a sua capacidade profissional. “Crie ou se envolva em projetos de visibilidade”, opina Natália. Isso estreita os laços entre você e a equipe sob um alinhamento comum, ajudando a ser reconhecida em seu potencial.  

Seja qual for a estratégia que você usar, sempre conheça e se apoie em seus objetivos profissionais e busque, através disso, sua visibilidade. “Você precisa ter consciência de onde você quer chegar, traçar o plano de visibilidade e aprimorar seus pontos positivos, equilibrando os pontos que precisam ou podem ser melhorados”, finaliza.


O trabalho da coach empreendedora e de liderança feminina é extremamente importante nessa etapa de desenvolvimento de estratégias para ganhar visibilidade no trabalho e no empreendimento pela profissional que você é capaz de ser. Então se você está se empoderando e começando a crescer na carreira ou empreender, agende já uma sessão de mapeamento com a Natália Folco!